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Ciência, cultura e educação

Sobre o projeto

Um recurso educacional que aproxima o conhecimento químico do contexto amazônico, conectando uma tabela artesanal a experiências digitais de investigação.

Fotografia da tabela periódica artesanal do projeto: base de madeira com caroços de tucumã coloridos, organizados nos grupos e períodos da tabela.

Tabela periódica original do projeto, em madeira e caroços de tucumã.

Materiais que também contam histórias

A madeira como suporte

A madeira constitui a base da tabela física, organizando os elementos em grupos e períodos. O material artesanal aproxima a exploração de um objeto concreto.

O caroço de tucumã como conexão

Os caroços representam os elementos na tabela. No verso de cada um, um QR Code conecta a experiência tátil ao conteúdo digital daquele elemento.

Por que materiais regionais?

Materiais presentes no cotidiano amazônico podem constituir pontos de partida para discutir composição, propriedades e transformações da matéria. Valorizá-los não significa substituir a explicação científica, mas contextualizá-la e ampliar as possibilidades de investigação.

A relação entre ciência e cultura é construída por meio de perguntas: que substâncias compõem a madeira? Como o carbono participa das moléculas de uma semente? Que propriedades diferenciam esses materiais?

Um diálogo entre o físico e o digital

A tabela física favorece observação e interação em grupo. O ambiente digital complementa essa experiência com dados científicos, representações esquemáticas, referências e perguntas investigativas.

O recurso é destinado principalmente a estudantes do Ensino Médio e professores de Química, podendo apoiar atividades de pesquisa acadêmica em Ensino de Química.

Finalidade educacional

Favorecer a leitura da Tabela Periódica, relacionar a identidade dos elementos às estruturas da matéria e aproximar conceitos químicos do cotidiano. O recurso é um apoio à mediação docente, não uma substituição das práticas de laboratório ou de outras fontes de estudo.

119 códigos, caminhos para explorar

O QR Code principal abre esta apresentação. Os outros 118 direcionam aos endereços individuais dos elementos. Os endereços devem permanecer estáveis, inclusive após a publicação do artigo.

Um pouco de história

A organização dos elementos em uma tabela não surgiu de uma só vez: foi construída ao longo de décadas, por meio de tentativas, revisões e correções.

1789

Primeiras classificações: Lavoisier

Antoine Lavoisier reuniu 33 substâncias consideradas simples e distinguiu conjuntos como metais e não metais. A lista incluía luz e calórico, que hoje não são elementos químicos: ela mostra como os critérios científicos também mudam.

1829

Tríades de Döbereiner

Johann Wolfgang Döbereiner agrupou elementos de propriedades semelhantes em conjuntos de três (tríades), como lítio, sódio e potássio, notando regularidades em massas atômicas.

1864–1865

Lei das oitavas de Newlands

John Newlands observou que, ordenando os elementos por massa atômica crescente, propriedades semelhantes se repetiam a cada oito posições. Seu trabalho foi inicialmente recusado pela Chemical Society.

1869

Tabela de Mendeleev

Dmitri Mendeleev organizou os elementos conhecidos por massa atômica e deixou espaços vazios, prevendo a existência e as propriedades de elementos ainda não descobertos (como o eka-silício, depois identificado como germânio).

1913

Número atômico de Moseley

Henry Moseley relacionou a frequência de raios X característicos de cada elemento a um número inteiro — o número atômico. Isso levou à reorganização da tabela por número atômico crescente, e não mais por massa atômica.

Século XX

Elementos sintéticos e séries internas

Reações nucleares permitiram produzir e identificar novos elementos, incluindo os transurânicos, de número atômico maior que 92. Na década de 1940, Glenn Seaborg contribuiu para a organização dos actinídeos como uma série abaixo dos lantanídeos.

2016

Últimos elementos nomeados

A IUPAC aprovou os nomes nihônio (Nh, 113), moscóvio (Mc, 115), tenessino (Ts, 117) e oganessônio (Og, 118), completando o 7º período da tabela periódica moderna.

A ordem atual segue o número atômico (proposto por Moseley, 1913), não mais a massa atômica usada por Mendeleev. Novos elementos continuam sendo confirmados e nomeados pela IUPAC; consulte a fonte oficial para a versão mais recente da tabela.

Fontes científicas

Conteúdo preparado com referências institucionais (IUPAC, RSC, NIST, PubChem), consultadas em 14/10/2026. Imagens e textos de terceiros (ex.: ilustrações da RSC) não são copiados aqui, apenas referenciados por link, conforme os termos de uso de cada fonte.

Detalhes como espécie da madeira, origem dos materiais, etapas de construção e registros da aplicação não foram fornecidos. Essas informações aguardam documentação da equipe responsável; não são presumidas neste recurso.